Sem mais anátemas as angústias, tristesas e medos
Ou aos homens velhos que gritam no silêncio da boca
Em perfeito caos até a acústica da alma
Nem mais os soluços imaturos a procura de alvos à culpar
Pois as primeiras notas, que vibraram os tecidos dos sentimentos
Suplantaram o silêncio das ilusões
Um silêncio que me fazia crer na falta de finalidade de ser
Ser, únicamente ser
Ser em si, ser em mim
Ser nos estados de minhas decisões
Ser na continuidade do universo com a consciência divina
De quem se percebe íntimo na proposta primeira
Criar, incessantemente criar
Eis que me pego no prazer de perceber-me na dor
Mais não com os títulos sádicos como condição salvacionista
E muito menos dos prazeres e gozos que encerram-se nos sentidos
Mais na compreensão de entender o amor nesta perspectiva
A dor que encerra o primeiro ato, a primeira nota, o primeiro olhar
O primeiro sentir, a primeira percepção do que me separa da causa primeira
Do profundo entendimento de minha própria natureza
Eis a decisão que tomado por profunda angústia rogo a minha própria alma abraçar
A jornada de minha própria história evolutiva
Eis a decisão que rogo ao mestre maior em amparo
Mergulhar no cerne de minha alma
Tomando ciência e consciência das camadas de personas perdidas
Das superfícies que tomaram conta de meus passos e do meu próprio coração
Eis que me envio em um caminho sem volta
Mais não mais na escuridão entendida no prisma humano pela compreensão maniqueísta
Mais no entendimento de que abraçarei a irritação, a angústia, o odio, a vergonha
O orgulho, a vaidade e o egoísmo não como expressões do mal,
Pois ela não existe a partir do fundamento da causa primeira que é essencialmente amor
Se assim fosse, me forçaria a questionar
Como um ser pleno de amor pode permitir a existência destas coisas ?
E talves chegaria no entendimento de que Deus por amor
Permite que a diversidade se manifeste em toda a sua natureza e diversidade
Para constituir o caos da criação sobre o fundamento da harmonia e ordem universal
Eis que a incompreensão do homem, sem o enfoque maniqueísta, a ignorância,
Se constitui como o único mal ou campo fértil à semear entendimento
É neste prisma que parto em mim mesmo
É neste entendimento que me mantenho ainda arrastando em enorme dificuldades
Para aprender a investigar a história que escrevi em minha alma
É neste prisma que pretendo encontrar companheiros em diversas sintonias
Ao companheiro do ódio, que me encontrar em mesma sintonia
pretendo agradecer pela oportunidade de me ver
Ao companheiro que me apresentar o amor
Saudarei ainda que debilitado, a esperança que não cessa de impulsionar a minha inteligência
A compreender que o escuro é apenas um campo divino tal como o universo
Que não cessa de mergulhar na gravidade para expulsar a matéria em formas e criação incessante
Estenderei a criação inteligente de mim mesmo o chamado a semear esclarecimento
Lançarei no diagnóstico da esperança a compreensão da natureza do amor em potência
E eis que se permitindo a ser arrastado pela gravidade auto-encontro
Lançarei lágrimas e sorrizos as superfícies de minhas mascáras
Este será o chamado para uní-las sob o comando do ser que sou
Eis que encontrarei no universo de mim minha causa
Eis que vivenciarei no universo de mim todo o meu amor
Eis que encontrarei no universo de mim todo o meu caos
Eis que serei no universo de mim mesmo, eu mesmo