segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Natureza



Autor: Saulo Amui
web: www.sauloamui.com.br

Dádivas do amor



Autor: Saulo Amui
web: www.sauloamui.com.br

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Simples mesmo



Hoje eu quis fazer versos mais simples
Para que os homens, mulheres e as crianças mais simples
Encontrassem nesta poesia simples
A sensação do aconchego afetuoso
O sorrizo carinhoso em rostos simples
E um terno olhar eternamente amoroso

Por isso
Escrevo em simples palavras
Uma simples poesia para corações simples

Escrevo simples palavras em formas simples mesmo
Só para revelar na ação simples
A conjuntura dos verdadeiros mestres e reis
Cuja a simples ação dos ensinamentos
Compara-se a uma pequinina pedra simples
arremessada em um lago parado e simples
a expandir ondas em direção infinita aos mistérios do simples amar

E porque é simples esta poesia
Finalizo simples este sutil sentimento que arrasta estas mãos
Para um eterno brado simples
Viva a simplicidade !!
Viva as múltiplas manifestações do simples viver !!
Pois do simples átomo, Deus formalizou o universo
E no simples amor, Deus manifestou-se a criatura

sábado, 7 de novembro de 2009

Saudade da estrela do norte



Eu me lembro
Dos supra-humanos que éramos
Na imensidão entre diversas estrelas
Em brilho jamais esquecido no mais profundo de nossa memória

Eu sinto
A mesma gravidade que fazia a inteligência pairar em entendimento repentino
Da beleza indescritível de nossas luas
Dos imensos sóis que circundavam poesia em nossos olhos

Não esqueci, não é possível
Assim como a lágrima que brota neste instante e nesta frase
É vivo as presenças singulares que nos faziam em abraços,
Uma familia cósmica dos conscientes do amor

Apenas não aprendemos, não entendemos
E eis que a lei da gravidade que em substância é amor
Revela em novos corpos um caminho crístico que se perde nas estrelas
É lei se perder para se achar

E aqui neste delicado planeta azul
Que abraçou nossas quedas, nossas dores
E o próprio repúdio de que nos fizemos no inicio
Paira agora o sereno do último súspiro
Antes que cante o crepúsculo desta nova chance

Eu sei, parece que lembro ainda das cores que ainda mais vivas
Cedem chance a tristesa e melâncolia
Eu sei, o mestre maior entre as estrelas maiores
Proclamou que não é deste mundo a cidadania do reino, mais de todos os mundos
Eis que não está ali, mais em si

Mais bate em tons e vibrações diferentes uma saudade sem uma direção clara
Esta mesma saudade que toma dimensões enormes
quando os olhos encontram na solidão da noite a estrela do norte

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Amor



Em amor
Segue o poeta escrevendo em penas, as leves mesmos
Obras da descoberta que até então cobertas pelo medo
Conhece o conhecido teor da verdade
E de toda verdade escrita dança os sonhos agora conduzidos
Pelos pés reais da inteligência e pela liberdade de ser

Como é bom se ser, em amor
Ensaia, ensaia os loucos que também são poetas
Uma outra categoria mais criativa por transcender os lúcidos racionais
E nesse ponto, agitam como águas em chaleiras decididas a esparramar
Toda verdade de si mesmos
E assim, neste estado em que derramam os loucos as loucuras
Seguem os túneis de sócrates construídos em direção a si mesmos
E lá encontrando-se, dançam como loucos ao encontrar a entidade amor

E o amor
este que liberta, interpreta, realiza, estimula, meus deus ensina!!!
Diria até que loucos e piegas são os racionalistas que intitulam o amor na ordem do pieguismo
Pois não vem que no amor também há razão
A razão de ser por excelência a conexão com o divino se ser, o divino amar-se, o divino amor

Amar
Sempre foi substância plena para a perspectiva de deus em qualquer criação
Assim como o átomo que é pleno em substância amor
Transborda as galáxias de um amor icomensurável em transformações

E me parece que deus pede que o reconhecimento desta substância
Seja realizado passo a passo, tal como os intensos apreciadores da vida
Percebendo, reconhecendo, entendendo o divino nas lições mais pequenas
E assim, creio que é para saborear a intensidade única de cada experiência
Mais isto, por amor, com o amor e sendo amor


sábado, 24 de outubro de 2009

Passa o tempo



O tempo passa de modo inconstante,
com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa.

Passa o tempo nas realizações dos abraços que se fazem
Passa o tempo nas lágrimas que se perfazem em lições inesquecíveis
Passa o tempo para os olhos que se buscam
Passa o tempo para as formas impermanentes
Passa... e como passa o tempo das dores, das paixões dos desejos
Mais não, é imperativo e a rigor aceitar o que é inevitável
Jamais passa o amor que em sua eterna substância se curva o tempo
E então passa o tempo mais não o amor

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Gota a gota



gota a gota. Em prantos espalha a criança sobre a pele mais tênue do corpo as grossas lágrimas, são as mãos que pretendem atrapalhar a exposição da história que derrama sem questionar. Agachado sob o fluxo do desespero e da chuva que cai sem cessar, soluça sozinho em dores e aprendizados onde a única compania acessível e necessária, é o próprio si mesmo. E então, movimenta as mãos que em derradeiro impulso, busca consolar o desespero amargo das tristesas pelo subito movimento das palmas e, dos dedos que enxugam os olhos, é preciso se acalmar. E a respiração ofegante, deixa aos poucos o som da angústia ser transformada no quase silêncio do coração que um pouco mais lento, alarga as artérias no impulso de ofertar a tenra serenidade. Este, é chamado o instante da esperança, que na invisibilidade faz sentir a criança um pouco mais serena e perceber que a completude é o determinismo do amor que todo ser busca realizar em si mesmo. E agora não mais sobre o fluxo dos desvaneios e nem das agressões confusas do desespero, a criança percebe a sua adolescencia ao iniciar a reflexão da experiência que passou, revela mais um pouco a maturidade, na medida que se lança mais uma vez na cartilha da ação desta completude, na atenção que sede a alguem, no abraço que recebe de outrém e da vida que não cessa em repetir sem palavras esperança!...esperança!. E então, a mente se lança ao centro de si mesmo, e cala sereno e altivo na imensidão dos segredos que levaram apenas o instante, o instante da vida sem os limites dos tempos mecânicos, mais da relatividade que conduz o instante intenso do sentir apenas sobre os ilimitados parâmetros do eterno. E nesta percepção, a criança, o adolescente, o ser mais maduro se desfaz de todo pranto, da tristesa e da angústia que lhe é possível, e faz ressurgir pelos pés e passos a próxima pegada. E observando a chuva que parou, o sol que se fez, o vento que convida a todas as direções da vida e ao próprio impulso natural de continuar a caminhar, percebe o homem a necessidade de reconhecer as fragilidades e o enorme potêncial que o possibilita ser um pouco mais maduro em si, um pouco mais cristo em si. E contemplativo no silêncio que realiza agora com o seu corpo de pé e pela firmeza que desponta em suas pernas, tece a transcendência em sua meta, para dar continuidade a segunda pegada. E assim, ele vai..

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Único



Nenhuma voz será escutada após a estadia nos flancos de nossas consciências
Após o tempo anunciar em sereno tom:
passou !

Nenhum olhar irá nos buscar como naqueles momentos
Em que na ação aparentemente intuitiva,
vibravam os fios invisiveis do ideal do amor ou mesmo da dor
Dirá o próprio coração diante da lembrança que se faz em silêncio contemplativo:
Foi único

Nem haverá nas trincheiras dos nossos conflitos, a mesma turbulência
Esta turbulência que exaltou mentes a mudanças, bocas a reflexões e atitudes mais maduras
Neste momento, dirá o vento sereno aos nossos ouvidos e rostos marcados
Por mais um pouco de clareza e nitidez do que construímos:
Tudo muda

E enquanto o leve sorrizo revela que todos os passos possíveis foram dados diante do palco ja deixado
Talves a lágrima desça para aliviar e anúnciar tal como os profetas fizeram
A de que a luz vem
Então, talves meus amigos...talves
Alarguemos os lábios um pouco mais em sinal ao coração que acelera por saber
Que a continuidade nos espera em braços abertos
Para a realização única de nossos feitos
No universo de nós mesmos

E assim ali, talves um pouco mais sorridentes
No silêncio que convoca as lembranças
Em face da contemplação que sai dos nossos corações em direção
as vozes ouvidas, aos abraços recebidos, as piadinhas feitas para desconcertar
todo aquele que meu coração pediu que eu abraçasse
Talves...
Faremos ao próprio coração sentir e a mente entender
Que o amor de fato é único e por isso infinito em suas expressões e vivências

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Eu te aceito



No lodaçal de nossas existências
Paira o desespero em prantos
Em acordes invisiveis aos corações que temem a própria história

Mais vaga a humanidade sentida nos automatismos e ismos
Em saudades que revelam angústias e tristesas
Necessitada do reconhecimento legítimo
Da profunda periferia dos esquecidos

Como amparar o coração incompreendido
Senão na descida insistente e corajosa
Nos antros solitários da compania do amor ?
Como revelar os majestosos reinos de luz
Arquitetados pelos pensamentos que vagam sem controle nos castelos de ilusão
Sem descer no cerne da dor que chora sentida e desesperada
Esperando na fúria o abraço que nunca chega

Gritos, Uívos, Risos desesperados, prantos que lamentam
Urros que sinalizam o direito de existir
O sarcasmo e a crueldade acolhendo antes
O que o amor deveria acolher

É la no submundo da tristesa e da ferida do orgulho
É la, na extensão da humanidade aflita que cala o medo em desespero
Lá onde o escuro segue penitente nas furnas dos que perderam a esperança
Lá onde a revolta realiza a distensão das emoções descontroladas
Nos umbrais de nossas consciências
Nos inúmeros infernos de dante
Na representação mitológica de nossas formas pensamentos declarando dores imensas

Lá...
Que Deus mora incessantemente
Que o cristo passea descalço e simples na realeza do amor
Amparando na aparente invisibilidade
Lá...
Que a luz sem ser percebida, aconchega a dor e diz: eu te aceito

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Auto-Decisão



Sem mais anátemas as angústias, tristesas e medos
Ou aos homens velhos que gritam no silêncio da boca
Em perfeito caos até a acústica da alma

Nem mais os soluços imaturos a procura de alvos à culpar
Pois as primeiras notas, que vibraram os tecidos dos sentimentos
Suplantaram o silêncio das ilusões
Um silêncio que me fazia crer na falta de finalidade de ser

Ser, únicamente ser
Ser em si, ser em mim
Ser nos estados de minhas decisões
Ser na continuidade do universo com a consciência divina
De quem se percebe íntimo na proposta primeira
Criar, incessantemente criar

Eis que me pego no prazer de perceber-me na dor
Mais não com os títulos sádicos como condição salvacionista
E muito menos dos prazeres e gozos que encerram-se nos sentidos
Mais na compreensão de entender o amor nesta perspectiva
A dor que encerra o primeiro ato, a primeira nota, o primeiro olhar
O primeiro sentir, a primeira percepção do que me separa da causa primeira
Do profundo entendimento de minha própria natureza

Eis a decisão que tomado por profunda angústia rogo a minha própria alma abraçar
A jornada de minha própria história evolutiva
Eis a decisão que rogo ao mestre maior em amparo
Mergulhar no cerne de minha alma
Tomando ciência e consciência das camadas de personas perdidas
Das superfícies que tomaram conta de meus passos e do meu próprio coração

Eis que me envio em um caminho sem volta
Mais não mais na escuridão entendida no prisma humano pela compreensão maniqueísta
Mais no entendimento de que abraçarei a irritação, a angústia, o odio, a vergonha
O orgulho, a vaidade e o egoísmo não como expressões do mal,
Pois ela não existe a partir do fundamento da causa primeira que é essencialmente amor

Se assim fosse, me forçaria a questionar
Como um ser pleno de amor pode permitir a existência destas coisas ?
E talves chegaria no entendimento de que Deus por amor
Permite que a diversidade se manifeste em toda a sua natureza e diversidade
Para constituir o caos da criação sobre o fundamento da harmonia e ordem universal
Eis que a incompreensão do homem, sem o enfoque maniqueísta, a ignorância,
Se constitui como o único mal ou campo fértil à semear entendimento

É neste prisma que parto em mim mesmo
É neste entendimento que me mantenho ainda arrastando em enorme dificuldades
Para aprender a investigar a história que escrevi em minha alma
É neste prisma que pretendo encontrar companheiros em diversas sintonias

Ao companheiro do ódio, que me encontrar em mesma sintonia
pretendo agradecer pela oportunidade de me ver
Ao companheiro que me apresentar o amor
Saudarei ainda que debilitado, a esperança que não cessa de impulsionar a minha inteligência
A compreender que o escuro é apenas um campo divino tal como o universo
Que não cessa de mergulhar na gravidade para expulsar a matéria em formas e criação incessante

Estenderei a criação inteligente de mim mesmo o chamado a semear esclarecimento
Lançarei no diagnóstico da esperança a compreensão da natureza do amor em potência
E eis que se permitindo a ser arrastado pela gravidade auto-encontro
Lançarei lágrimas e sorrizos as superfícies de minhas mascáras
Este será o chamado para uní-las sob o comando do ser que sou

Eis que encontrarei no universo de mim minha causa
Eis que vivenciarei no universo de mim todo o meu amor
Eis que encontrarei no universo de mim todo o meu caos
Eis que serei no universo de mim mesmo, eu mesmo